Rosácea: como identificar e prevenir

Vermelhidão no centro da face, aparecimentos de pequenos vasos sanguíneos nas bochechas ou nariz e sensação de ardência? Cuidado, esses são alguns dos sintomas associados à rosácea, inflamação crônica da pele que costuma se manifestar em mulheres entre 30 e 50 anos.

Imagem: reprodução internet

A Rosácea é uma doença crônica inflamatória da pele, que se manifesta frequentemente na região central da face, nariz e bochechas, mas pode se expandir para testa e queixo. Além do rosto, ela também pode aparecer no couro cabeludo, e até mesmo no globo ocular, condição presente em 50% dos casos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O problema é mais comum entre mulheres, principalmente as que possuem a pele muito clara, contudo, pode ocorrer em homens, se manifestando na forma mais grave da enfermidade.

Ainda que não possua uma causa definida, a SBD aponta alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da patologia, como a predisposição genética, alterações emocionais e hormonais, consumo de bebidas alcoólicas, exposição demasiada à luz solar, mudanças abruptas de temperatura, ingestão de alimentos muito quentes e o uso contínuo de vasodilatadores ou medicamentos fotossintetizantes. A idade é outro fator relevante no momento do diagnóstico.

Os sintomas podem variar de acordo com o grau de evolução da doença, que possui quatro fases:

  • 1° – Fase pré-rosácea: propensão a fácil ruborização nas bochechas e nariz, mas de forma passageira;
  • 2° – Fase vascular : evolui para uma maior intensidade de vermelhidão (eritema) que não regride com o passar do tempo, aparecimento ou o aumento de pequenos vasos sanguíneos (telangiectasias) nas áreas avermelhadas e pode gerar crises de calor e ardência;
  • 3° – Fase inflamatória: surgimento de pústulas, que são pequenas lesões inflamatórias, podendo conter secreções, como pus;
  • 4° – Fase tardia: forma mais grave, onde a pele ao redor do nariz fica mais espessa, alterando o seu formato e sua coloração tornando-o vermelho e bulboso (rinofima). Nessa fase pode ocorrer o surgimento de lesões no globo ocular (rosácea ocular).

Para o diagnóstico é de suma importância que a pessoa procure um profissional da área, pois a confirmação da enfermidade só pode ser realizada após exame clínico. A automedicação não é recomendada, porque a pele fica extremamente sensível e certos medicamentos podem ocasionar a piora da situação. A Rosácea não tem cura, mas pode ser tratada para amenizar os sintomas e retardar seu avanço, os remédios contra a doença podem ser ministrados por via oral ou via tópica.

Por fim, existem alguns hábitos que você pode e deve adotar como forma de prevenção: sempre usar filtro solar, e não esquecer de reaplicá-lo a cada três horas, não tomar banhos ou lavar o rosto usando água com uma temperatura muito elevada e evitar o consumo exacerbado de álcool. Somado a isso, mantenha a sua pele sempre hidratada, fazendo a ingestão adequada de água, esse é um passo importante para que ela se mantenha firme e forte, e isso começa de dentro para fora, mas você também pode complementar fazendo o uso de hidratantes adequados para o seu tipo de pele.

Arte:  Gabriella Tomaz

 

Fontes:

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia;
  • Manual MSD;
  • Site Drauzio Varella.